Em um artigo datado de 12 de maio de 2026, a colunista Cris Santos discute que a elevada rotatividade nas equipes das academias não resulta das diferentes gerações profissionais, mas sim da maneira como as lideranças exercem sua função. A análise revela que o setor fitness atrai indivíduos com idades e expectativas variadas, que, embora compartilhem metas e clientes, frequentemente são geridos sob o mesmo modelo administrativo — uma abordagem considerada como a origem do problema.
O texto ressalta uma crença comum no mercado, que atribui a dificuldade em reter talentos à suposta desmotivação dos jovens ou à resistência dos mais experientes em se adaptar às mudanças. No entanto, a colunista argumenta que essas justificativas simplificadas escondem a questão verdadeira: a necessidade de maturidade e adaptabilidade nas lideranças.
A publicação explica que as academias requerem características como energia, habilidades interpessoais, presença constante e comprometimento regular. Apesar disso, muitos estabelecimentos enfrentam deficiências em fundamentos essenciais de gestão, que incluem:
- Clareza nas funções
- Desenvolvimento de lideranças
- Comunicação interna eficaz
- Reconhecimento dos colaboradores
A ausência desses elementos resulta na saída de profissionais, independentemente da idade deles. O artigo observa que enquanto alguns colaboradores buscam estabilidade e previsibilidade, outros priorizam crescimento rápido, autonomia e um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal — ambos os perfis são válidos e demandam abordagens diferenciadas por parte da liderança.
Imagem: Divulgação
Para garantir a retenção de talentos, o texto sugere que liderar equipes com diferentes faixas etárias exige habilidade para ajustar a comunicação, alinhar expectativas, desenvolver pessoas individualmente e criar um ambiente de trabalho significativo. Em resumo, para os profissionais permanecerem na empresa, é fundamental que sintam-se valorizados e desafiados adequadamente.
A reflexão proposta é que a questão não deve ser “como lidar com a nova geração”, mas sim se as lideranças estão preparadas para gerenciar profissionais que possuem perfis distintos dos seus. Enquanto os gestores persistirem em aplicar modelos antiquados em um cenário diversificado, o problema continuará sendo rotulado como uma questão geracional quando na verdade se trata de ineficiência na gestão.
Com informações de Fitnessbrasil
Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música e cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6
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