Países retomam discussões em Genebra para evitar um conflito, enquanto Washington reforça presença militar no Oriente Médio
O Irã e os Estados Unidos estão realizando discussões em Genebra, buscando resolver suas questões relacionadas ao programa nuclear iraniano e evitar possíveis ataques por parte dos EUA, que têm aumentado sua presença militar na região.
As negociações têm como objetivo superar décadas de impasse sobre o programa nuclear do Irã, que é suspeito de ter fins militares por parte de países como os Estados Unidos, Israel e outras nações ocidentais. No entanto, o Irã nega essas acusações.
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, participarão das negociações indiretas com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. O encontro é mediado pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi.
O presidente Trump mencionou em seu discurso sobre o Estado da União a possibilidade de um ataque ao Irã, caso não seja alcançada uma solução diplomática. Ele mobilizou grandes recursos militares na região, incluindo caças, grupos de ataque de porta-aviões, destróieres e cruzadores.
Além das questões nucleares, os Estados Unidos destacaram a preocupação com o programa de mísseis balísticos do Irã, considerando-os uma ameaça à segurança regional e aos interesses americanos. O secretário de Estado Marco Rubio enfatizou a necessidade de resolver essa questão no futuro.
Pressão dentro e fora do Irã
Os EUA estão concentrando uma grande força militar no Oriente Médio, gerando preocupações sobre a possibilidade de um conflito regional. No ano passado, os EUA e Israel atacaram instalações nucleares iranianas, levando o Irã a ameaçar uma retaliação caso ocorressem novos ataques.
Em fevereiro, Trump deu um prazo ao Irã para fechar um acordo, alertando para as possíveis consequências de um fracasso nas negociações.

