Skip to content
quarta-feira 2 setembro 2026
Exclusivo
outubro 17, 2025Escândalo no PRTB, partido de Pablo Marçal: Fraudes, Ameaças e Falsifi cação de Documentos Ameaçam Legitimidade do Partido março 14, 2026Leonardo Avalanche anuncia que PRTB terá pré-candidato próprio à Presidência em 2026 julho 8, 2024A Floresta Amazônica dezembro 29, 2024Divulgue Notícias na Internet de Forma Gratuita: Conheça a Inovação da King Post outubro 22, 2024Caso Odebrecht: ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, é condenado a 20 anos de prisão outubro 22, 2024Ex-jogador do Palmeiras, Jorge Valdivia é preso por acusação de abuso sexual no Chile dezembro 17, 2024Ação da PF prende delegado envolvido em execução de delator do PCC março 16, 2026Triunfo épico dezembro 26, 2024Fabricante de Motorhomes Estrella Mobil Atrasou Entregas de Veículos abril 13, 2026Crescimento das cervejas sem álcool: cinco marcas que se sobressaem pelo sabor
Cotidiano Brasiliense
Cotidiano Brasiliense
Cotidiano Brasiliense
Cotidiano Brasiliense
  • Home
  • Brasilia
  • Mundo
  • Notícias
  • Saúde
  • Fale Conosco
  • Fale Conosco
  • Home
  • Brasilia
  • Mundo
  • Notícias
  • Saúde
  • Fale Conosco
Cotidiano Brasiliense
Cotidiano Brasiliense
Coluna Janguiê Diniz
Coluna Janguiê Diniz

IA na educação exige política de Estado para garantir soberania tecnológica e formação crítica, defende Janguiê Diniz

RedacaoRedacaomaio 15, 2026 1266 Minutes read0

Em artigo, presidente da ABMES elogia diretrizes do CNE sobre inteligência artificial na educação, mas alerta para a falta de uma estratégia nacional robusta diante do avanço global da tecnologia

Coluna Janguiê Diniz

A submissão à consulta pública das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), representa um passo importante, ainda que inicial, na construção de uma política educacional sobre inteligência artificial no país. O documento parte da premissa acertada de que a IA não pode mais ser tratada como um fenômeno periférico, tampouco como mera curiosidade tecnológica. Afinal, ela já está reorganizando a produção do conhecimento, as formas de aprendizagem, os modelos de avaliação e a gestão acadêmica, além da percepção contemporânea sobre formação humana. 

Neste sentido, talvez o maior mérito da proposta apresentada pelo CNE esteja na prudência regulatória adotada. Em vez de criar um conjunto rígido de normas, o parecer é composto por diretrizes orientadoras, princípios gerais e recomendações de boas práticas, preservando a autonomia pedagógica das instituições de ensino e reconhecendo a velocidade com que a tecnologia se transforma. Trata-se de uma escolha inteligente, pois o excesso de regulamentação poderia resultar na caducidade da normativa antes mesmo da sua entrada em vigor.

O documento também acerta ao reafirmar a centralidade da mediação humana no processo educacional: a IA deve atuar como ferramenta complementar, jamais substitutiva da atuação docente. Merece elogio, ainda, a preocupação com aspectos como proteção de dados, ética digital, transparência algorítmica, inclusão e desenvolvimento da autonomia intelectual dos estudantes. O parecer demonstra sensibilidade institucional ao evidenciar que a discussão sobre inteligência artificial não é apenas tecnológica, mas profundamente pedagógica, social e civilizatória.

Seguindo essa compreensão de que a IA não deve ser resumida a uma ferramenta operacional, o texto é assertivo ao defender a inclusão do ensino sobre inteligência artificial nos currículos da educação básica e da educação superior. Essa medida é relevante porque desloca o debate do simples “uso da tecnologia” para a formação de competências cognitivas, críticas e profissionais compatíveis com o século XXI.

Contudo, apesar dos acertos constantes do documento, é impossível não perceber uma inquietante timidez por parte do Estado brasileiro. O parecer do CNE é importante, mas ele surge quase como uma iniciativa isolada dentro de um cenário nacional ainda marcado pela ausência de uma visão sistêmica sobre inteligência artificial e educação.

O contraste internacional torna essa percepção ainda mais evidente. Enquanto o Brasil debate diretrizes orientadoras, e ainda hesita em transformar a inteligência artificial em política pública estruturante, a China já opera em outro patamar. O recém-lançado Plano de Ação IA + Educação 2030, publicado por cinco órgãos governamentais, não trata a IA apenas como ferramenta pedagógica, mas como política de desenvolvimento humano, econômico, científico e geopolítico.

O plano chinês estabelece metas para integração da IA em todos os níveis educacionais até 2030, envolvendo currículo, formação docente, infraestrutura computacional, plataformas públicas de dados, modernização da pesquisa científica, sistemas inteligentes de avaliação e políticas massivas de alfabetização em IA para toda a população.

Esse planejamento, ousado e a curto-prazo, ressalta-se, mostra que a China compreendeu que inteligência artificial não se constitui em inovação tecnológica apenas, mas em um projeto de Estado. O documento chinês fala explicitamente em soberania tecnológica, construção de ecossistema nacional de IA, fortalecimento de talentos estratégicos e criação de infraestrutura pública de inteligência artificial para educação. Em outras palavras, não se trata somente de usar plataformas existentes, mas de construir capacidade nacional de produção tecnológica e domínio intelectual sobre o futuro.

No Brasil, infelizmente, ainda estamos muito distantes dessa compreensão estratégica. A quase inexistência de referências robustas à inteligência artificial no novo Plano Nacional de Educação é sintoma eloquente desse atraso. Embora o documento mencione educação digital em alguns pontos, a IA aparece de forma periférica, difusa e sem densidade estratégica compatível com a dimensão da transformação em curso. Não há metas estruturantes claras sobre formação docente em IA, desenvolvimento de infraestrutura, alfabetização algorítmica, pesquisa aplicada ou políticas públicas de soberania tecnológica educacional.

Essa ausência é especialmente preocupante porque a inteligência artificial deixou de ser uma promessa de futuro para se consolidar como uma força estruturante do presente. Trata-se de uma transformação capaz de redefinir modelos econômicos, relações de trabalho, produção de conhecimento e dinâmicas de poder em escala global. Nesse contexto, os países que não compreenderem rapidamente a centralidade dessa agenda estarão sujeitos a um processo profundo de dependência tecnológica, intelectual e econômica, com impactos sem precedentes na história contemporânea. Em outras palavras, mais do que uma discussão sobre ferramentas ou inovação digital, trata-se de um desafio essencialmente formativo.

Estamos, portanto, diante de uma disputa que transcende a dimensão tecnológica e alcança aspectos centrais da soberania das nações, como linguagem, pensamento, criatividade, autonomia intelectual e capacidade produtiva. Os países que estruturarem políticas consistentes para a inserção da IA na educação terão condições de formar profissionais, pesquisadores e cidadãos preparados para liderar os processos de transformação das próximas décadas. Em contrapartida, aqueles que negligenciarem essa agenda correm o risco de ocupar uma posição periférica, limitada ao consumo passivo de tecnologias, plataformas e soluções desenvolvidas por terceiros, aprofundando relações de dependência econômica, científica e estratégica.

Voltando ao contexto brasileiro, o parecer construído pelo CNE merece reconhecimento. Em um ambiente institucional ainda hesitante, ele representa um avanço significativo. Embora embrionário, inaugura uma discussão séria, técnica e equilibrada sobre o uso e as aplicações da inteligência artificial na educação; e faz isso com maturidade regulatória, evitando tanto o deslumbramento acrítico quanto o proibicionismo improdutivo.

Contudo, talvez seja o momento de o Brasil abandonar essa postura meramente reativa e compreender que não basta regular o uso da inteligência artificial. Ela precisa ser abraçada como estratégia de desenvolvimento, e adotada como política de Estado voltada à formação das pessoas, à competitividade econômica, à soberania científica e tecnológica e à capacidade de o país participar, efetivamente, da economia do conhecimento. Afinal, a questão não é mais se a inteligência artificial fará parte da educação brasileira, pois isso já aconteceu, mas se o Brasil irá adotá-la apenas como tecnologia importada de consumo imediato ou como instrumento estratégico de construção do seu próprio futuro.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

 

Tags
ABMESCNEeducaçãoeducação digitalensino superiorIA na EducaçãoinovaçãoInteligência ArtificialJanguiê DinizPernambucoPlano Nacional de EducaçãoPolítica EducacionalSer EducacionalSoberania Tecnológicatecnologia
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInEmailLink

Redacao

Previous post Santa Casa de Belo Horizonte é alvo de esquema fraudulento e registra prejuízo de R$ 28 milhões
next post Tirzepatida (Mounjaro): Perda de peso eficaz, mas com a necessidade de exercícios de força e ingestão adequada de proteínas para manter a massa muscular
Related posts
  • Related posts
  • More from author
Coluna Janguiê Diniz

MP do Enamed: o elo que faltava na avaliação educacional

junho 25, 20260
Coluna Janguiê Diniz

Consulta pública do CNE sobre licenciaturas semipresenciais fortalece debate democrático na educação

maio 19, 20260
Coluna Janguiê Diniz

Janguiê Diniz defende inclusão do Fies no Desenrola 2.0 como “segunda chance” para estudantes endividados

maio 8, 20260
Load more
Read also
Notícias

Mayana Neiva estreia na direção com documentário sobre o avô premiado em festival internacional

agosto 20, 20260
Evento

ANEC Paraná promove Fórum Estadual de Gestores com foco em esperança e inovação na educação

agosto 19, 20260
Saúde

Crises repetidas de sinusite podem esconder outras doenças e exigem avaliação médica

agosto 18, 20260
Coluna Márcia Bortolanza

Depois do Dia dos Pais, o que permanece?

agosto 17, 20260
Notícias

Lojas Marabraz, um dos grandes nomes do varejo, solicita recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões, enquanto busca preservar até 135 lojas em funcionamento no Brasil

agosto 17, 20260
Notícias

268 empresas entram na mira de operação que investiga esquema bilionário ligado ao PCC

agosto 9, 20260
Load more

Mayana Neiva estreia na direção com documentário sobre o avô premiado em festival internacional

agosto 20, 2026

ANEC Paraná promove Fórum Estadual de Gestores com foco em esperança e inovação na educação

agosto 19, 2026

Crises repetidas de sinusite podem esconder outras doenças e exigem avaliação médica

agosto 18, 2026

Depois do Dia dos Pais, o que permanece?

agosto 17, 2026

Lojas Marabraz, um dos grandes nomes do varejo, solicita recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões, enquanto busca preservar até 135 lojas em funcionamento no Brasil

agosto 17, 2026

Prefeito de Ferraz de Vasconcelos é acusado de fraudar licitações e causar prejuízo de R$ 15 milhões

0 Comments

Defesa alega inocência de gerente bancário acusado de fraudes

0 Comments

Mayana Neiva estreia na direção com documentário sobre o avô premiado em festival internacional

0 Comments

Desmantelamento de Esquema Fraudulento de Empréstimos Consignados no Ceará

0 Comments

Justiça determina bloqueio de bens e prende Mário Celso Lopes na Operação Greenfield

0 Comments

Conecte-se

InstagramFollow us

Sobre

Cotidiano Brasiliense está comprometido em trazer notícias relevantes e insights sobre a vida na capital do Brasil.

Novidades

Condenação por Improbidade na Administração do Theatro Municipal é Confirmada pelo TJSP

abril 13, 2023

Governo Lula é avaliado como ruim ou péssimo por 42,6%, aponta Paraná Pesquisas

janeiro 14, 2025

Servidora do Tribunal de Justiça de SP é condenada a 16 anos de prisão por desvio de R$ 2,4 milhões

janeiro 30, 2025

Prefeitura de Valparaíso implanta programa de auxílio gás com investimento exclusivo do município.

março 9, 2026

#HASHTAGS

GR6 SaúdedestaquesEmpreendedorismoEleições 2026EsporteBrasileducaçãoPRTBBRASILIApoliticaJanguiê DinizRobson Ouro PretoPernambucoMundoLeonardo AvalancheinovaçãoDistrito FederalLularecifecultura

© Copyright 2025, Cotidiano Brasiliense.